Em Cristo há vida, porém o pecado gera morte

      O livro de Levítico do capítulo 1 ao 10 fala muito sobre como o povo de Israel deveria oferecer o sacrifício ao Senhor. E estes ensinamentos partem do princípio de que aquele que peca merece morrer, e para que seus pecados sejam perdoados era necessário um substituto, ou seja, você pecou então era dever seu pegar sua oferta de acordo com seu pecado levar ao sacerdote como uma forma de pagamento por seu pecado.

E trará ao sacerdote um carneiro sem defeito do rebanho conforme a tua estimação, para expiação da culpa, e o sacerdote por ela fará expiação do erro que cometeu sem saber; e ser-lhe-á perdoado (Levítico 5.18)

     Está forma de sacrifício era uma forma representativa do que o nosso Cristo faria por nós, porém com uma grande diferença, pois o sacrifício levítico não era perfeito.

     O autor da epístola aos Hebreus afirma que: mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção (Hebreus 9.11-12).

     Que amor tão grande Cristo teve por nós e este amor não pode ser compreendido por mente humana, não há como medir o impacto deste sacrifício nas nossas vidas, pois o que merecíamos de forma justa era o inferno. Como podemos ser tão duros de coração, apesar de termos na Bíblia as revelações necessárias para vivermos uma vida santa, piedosa e obediente. Mas, no lugar desta vida piedosa, muitas vezes o pecado que sabemos que nos separa de Deus e nos mata espiritualmente parece encher de tal forma   os nossos olhos e corações devido as escolhas que fazemos sob a nossa ótica, na verdade quando chegamos neste nível ficamos completamente cegos á ponto de trocarmos as coisas espirituais por qualquer prato de lentilha vendido por ai.

     Não foi diferente com os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, eles sabiam que Deus tinha um padrão apropriado para a forma como deveriam oferecer o incensário, mas eles simplesmente foram oferecer ao Senhor da forma deles. E o texto fala que ofereceram fogo estranho perante o nosso Deus e como conseqüência foram mortos.

     Quando olhamos para a realidade da igreja hoje percebemos uma frieza tremenda, o subjetivismo tem reinado no nosso meio. Vemos as pessoas cada vez mais vivendo as sua vidas de forma insensata como se Deus estivesse tão longe a ponto de estabelecerem limites em seu relacionamento com Deus, ditando as regras e dizendo: “o Senhor só é Deus até determinada área da minha vida”. E como conseqüência das nossas escolhas observa-se que as igrejas brasileiras estão vivendo cada vez mais um evangelho apático, frio e sem sal. Onde o brilho do Senhor passa por longe, pois Ele é Santo e o seu padrão não pode ser rebaixado para servir como justificativa para o meu pecado, ao contrário disso devemos sim, procurar vivermos uma vida santa conivente com o padrão de Deus que é bom, perfeito e agradável para nossas vidas!

     Que Deus nos ajude a olharmos para a sua cruz e que nela possamos encontrar descanso para nossas vidas, lembrando que:

     Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação (Hebreus 9.28).

     Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo. (Hebreus 10.3).

 

 

 

No amor de Cristo

Carmem Anselmo.